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Comunicação e Cultura recebe prêmio em Simpósio de Educomunicação

7 novembro 2008 Sem comentários
Ismar Soares entrega o prêmio à Daniel Raviolo, coordenador geral do Comunicação e Cultura

Ismar Soares entrega o prêmio à Daniel Raviolo, coordenador geral do Comunicação e Cultura

No segundo dia de atividades do VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação – que aconteceu em São Paulo, de 28 a 30 de outubro –, Ismar de Oliveira Soares, coordenador do simpósio e coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação (NCE) da Universidade de São Paulo (USP), anunciou a entrega do Prêmio Mariazinha Fusari de Educomunicação, no qual a ONG Comunicação e Cultura foi agraciada pela ação de educomunicação sócio-ambiental através dos Jornais Escolares contra a Desertificação.

O prêmio, que é o primeiro de educomunicação criado no Brasil, foi idealizado pelo NCE em 2002, e é concedido a três categorias de agentes culturais: empresa, pesquisador, e profissional ou personalidade que esteja implementando projetos de Educomunicação. Além do Comunicação e Cultura, também foram premiados a pesquisadora do NCE, Patrícia Horta; e o presidente do Comitê Gestor da Lei Educom (SP), Carlos Alberto de Lima.

A iniciativa de comunicação para a educação ambiental promovida pelo Primeiras Letras e premiada no simpósio, tem como objetivo aproveitar o caráter mobilizador do jornal escolar para promover uma conscientização sobre o problema da desertificação e a busca de soluções. Em 2005, o Comunicação e Cultura, em parceria com o Instituto Sertão e Ashoka, promoveu o I Concurso Jornais Escolares contra a Desertificação, que contou com a participação de 349 escolas, o que gerou 422 edições de jornais escolares sobre o tema. No Concurso Jornais Escolares 2007/2008, a desertificação volta a ser tema, estimulando as escolas a manter a discussão em pauta. Serão premiadas com um computador, oferecido pela Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, três escolas que se destacarem nas matérias e desenhos publicados nos jornais. Outras dez escolas também receberão o diploma de menção honrosa.

A novidade do concurso 2007/2008 é a participação do Seridó (RN), que é uma das quatro áreas do Brasil que são chamadas de “núcleos de desertificação”, onde é intensa a degradação. Neste município está sendo criada a Coligação de Jornais Escolares contra a Desertificação no Seridó. Em 2009, Irauçuba (CE), que é outro núcleo de desertificação, também vai receber uma ação específica de comunicação para a educação ambiental.

Além do concurso, o Primeiras Letras promove outras ações para fortalecer a idéia de educação ambiental da população, incentivando estratégias de convivência sustentável com os ecossistemas nordestinos. Uma delas é a capacitação de professores e técnicos das Secretarias de Educação dos municípios cearenses participantes do programa Primeiras Letras sobre o tema em questão. Outra iniciativa é a elaboração do material pedagógico Folhas Educativas, que trazem conteúdos específicos para a compreensão do tema da desertificação e sugestões para trabalhar o jornal em sala de aula, além do incentivo à articulação das escolas com instituições ou grupos locais que promovem o desenvolvimento sustentável, através da realização de palestras e publicação de entrevistas no jornal escolar.

O processo de desertificação – que é a perda gradual da capacidade de produção da terra – é um problema ambiental de extrema gravidade que afeta o Nordeste e parte de estados vizinhos, em uma área de 1,4 milhões de km², onde vivem mais de 31 milhões de pessoas. No Nordeste, 1.482 municípios estão em áreas susceptíveis à desertificação. Destes, 804 estão em áreas semi-áridas.

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